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Ser mãe…

Acho que às vezes queremos tempo para nós, para fazer as coisas, para voltarmos a ser quem éramos antes de sermos mães… Mas vamos ser realistas… Não volta! Simplesmente assim… Aquela mulher que éramos já não vamos voltar a ser… Nunca mais! De vez em quando vamos encontrá-la numa saída de amigas, ou num jantar a dois, ou até no trabalho quando mergulhamos a fundo numa tarefa, mas o resto do tempo vamos andar preocupadas com o bebé, o que ficou por fazer em casa, com a consulta no pediatra ou algo que lemos na internet sobre a próxima etapa de desenvolvimento… E os saldos! Sim, essa altura em que temos de tentar adivinhar quanto o garoto vai crescer para comprar a roupa da próxima época! (Há lá coisa que melhor diga que és mãe?! 😝) A sociedade tenta à força toda que passemos o nosso tempo a ignorar estas coisas, mas o nosso instinto e os nossos bebés gritam mais alto… Eles exigem diferente… Eles são programados biologicamente para estarem junto de nós 24/7 durante muito tempo! Somos o mamífero mais inteligente, o que nasce mais imaturo e dependente, mas queremos que os bebés sejam independentes ao fim de 4/5/6 meses… 🤯What?!🤯🤯🤯 Não dá! É simplesmente impossível! Mas a sociedade assim nos impinge… As creches continuam a ser melhores do que ficar em casa com os pais (por isso é que são gratuitas né?) Errado! A economia assim o exige, mas não é o melhor para eles nem para nós… É só o que tem de ser… Eles são muito imaturos emocionalmente… E a nós ninguém nos prepara para lidar com isso, na verdade vemos o mundo a girar, os bebés a crescer e só quem passa pelas situações é que sabe o que custa, do que abdica…

12 Anos de Espera

No verão de 2009, tinha eu 24 anos feitos no início do ano, mudei de cidade para começar a construir a minha vida a dois com o homem que hoje é meu marido e pai do meu filho.

Mal sabia eu que os 2 anos de namoro à distância, em que 2h de viagem pareciam uma espera interminável, tinham sido apenas o aperitivo para o que nos estava guardado…

Só 13 anos depois de deixarmos os anticoncepcionais, no verão de 2022, poderia acariciar a minha barriga e imaginar o filho que lá crescia dentro!

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